O mundo depois de nós: um olhar simbólico e espiritual

O mundo depois de nós: um olhar simbólico e espiritual

O mundo depois de nós ©Alfarrábios da Alma, 2024
Sumário

Você tem medo do apocalipse? E se uma grande tragédia acontecesse nas telecomunicações, você ficaria tranquilo sem internet, sem telefone, sem zap? Então, vamos descobrir como uma trama como essa se desenrola no filme “O mundo depois de nós”.

E se você já assistiu o filme e ficou puto porque teve final aberto, fica comigo que eu vou te explicar o porquê desse final sem fim!

Sejam bem vindos à série Filmes de Todos os Tempos do canal Alfarrábios da Alma. Hoje eu conto um pouco sobre o filme O mundo depois de nós, inicialmente sem spoiler, para você que ainda não assistiu. E depois, teço alguns comentários mais profundos sobre o filme, do ponto de vista do autoconhecimento, do desenvolvimento pessoal e da espiritualidade, com um pouco de spoiler. Então, vamos pra telinha!

Resumo do Filme

O filme “O mundo depois de nós” é um filme de ficção pós-apocalíptica que mostra um presente distópico e estranho, que parece ter sido iniciado por uma queda geral nas telecomunicações, na internet e em tudo que diz respeito às tecnologias da informação. 

O nome original em inglês é “Leave The World Behind”, que significa literalmente “Deixar o mundo para trás”, que faz muito mais sentido, já que é exatamente isso que os personagens fazem, vocês vão entender daqui a pouco.

O longa é baseado no livro de Rumaan Alam, um escritor americano, cuja família veio de Bangladesh. Vejam que coisa gloriosa um Bangladeshiano fazendo tamanho sucesso! E é dirigido por Sam Esmail, que também fez a série Mr. Robot. O filme tem como estrelas principais Julia Roberts e Ethan Hawke, que dispensam comentários. 

Tudo começa quando Amanda (Julia Roberts), uma executiva de publicidade, decide tirar umas férias diferentes com a família em uma belíssima casa de praia em Long Island, que tem paisagens paradisíacas e um clima tranquilo, bem distante do barulho da cidade. Parece ser a escolha perfeita para escapar do caos da cidade! Ou seja, deixar o mundo para trás, conforme o título original!

O marido de Amanda é Clay (Ethan Hawke), um professor universitário, boa pinta. Eles têm dois filhos, a Rose (Farrah Mackenzie), de uns 12 anos, que é viciada em Friends, e Archie (Charlie Evans), de uns 16 anos. 

Logo que eles chegam na ilha, eles vão até a praia e um navio desgovernado invade a praia, em uma cena muito impressionante e realista! Aqui já começam os eventos catastróficos.

Na mesma noite, dois estranhos, o George (Mahershala Ali) e a Ruth (Myha’la Herrold), que são pai e filha, tocam a campainha e pedem abrigo. É uma situação peculiar, porque o George diz ser o proprietário da casa e pede para ficar hospedado lá, porque estão acontecendo coisas estranhas na cidade e eles não querem voltar. Os quatro dialogam, discutem, mas Amanda e Clay acabam aceitando que o George e a Ruh fiquem na casa.

Assim, toda a história acontece em torno das duas famílias hospedadas nessa casa de praia e dos diversos fatos estranhos e catastróficos que vão ocorrendo sob o olhar dos personagens, fazendo com que as férias dos sonhos se transformem em um pesadelo apocalíptico.

O diretor consegue dar um nó na nossa cabeça, apresentando pistas da possível causa de todos aqueles eventos esquisitos, que não se combinam entre si e que nos deixam curiosos sobre que raios está acontecendo no mundo?

Um olhar profundo (com Spoiler!!!)

Agora vamos entrar em uma análise mais profunda do filme, com spoiler! Se você não viu o filme ainda e gosta de manter a curiosidade, então é hora de ir para telinha e só voltar depois de assistir, para que a gente possa refletir juntos aqui com a nossa pipoca, tá bom! Se você não assistiu mas não liga tanto para o spoiler, vamos em frente!

Os personagens

A Amanda é a personagem principal. É uma pessoa frustrada com seu trabalho de publicidade e vendas, mas ela usa a tecnologia com muita propriedade. E ela diz que odeia as pessoas. Mas ela decide tirar uma ferias com a família e viajar para o litoral.

O marido Clay é um típico professor universitário, muito tranquilo e aberto, que parece ser ótimo com a cabeça e meio devagar com a execução das coisas. Parece o tipo de pessoa que tem muitas ideias na cabeça, mas os pés não estão no chão, ou seja, sem senso de praticidade.

A filha do casal, Rose, é uma pré-adolescente que só está interessada em assistir o final da série Friends. E o filho deles, o Archie é um tipico adolescente que só fica no celular, interessado em jogos e paqueras.

Depois vem o George, interpretado por Mahershala Ali, e sua filha Ruth, interpretada por Myha’la Herrold. O George é muito gentil, simpático, tranquilo, uma geração mais antiga, que segue em frente apesar das dificuldades, enquanto a filha é implicante e sem paciência, bem típica adolescente da geração “eu só tenho direitos, faço o que eu quiser e todos me devem”.

A chegada deles na casa pedindo ajuda é uma cena aberta, para que o espectador decida por si mesmo, entre várias opções: são invasores? são realmente os donos da casa, como eles afirmam? Talvez sejam  extraterrestres? Será que eles têm algo a ver com a falta de comunicação? Será que eles sabem o que está acontecendo no mundo? Seriam zumbis?

A verdade é que a chegada deles nos faz pensar de tudo, não é? E parece ser essa a finalidade do diretor! Cenas confusas, falas ambíguas, em que ninguém explica nada e todos estão com medo e prontos para se defenderem. 

E você pode se identificar com o George, e se sentir tranquilo diante de pessoas de outra raça e cor, e tratar as pessoas como seus iguais, sem nenhum tipo de sentimento de inferioridade ou superioridade. 

Ou você pode se identificar com a Ruth, e se sentir incomodado diante de pessoas de outra raça e cor, e tratar as pessoas como diferentes, com um sentimento de inferioridade ou superioridade e até mesmo de injustiça.

A casa

O fato é que eles acabam ficando na casa e aí começa um ponto importante da história, que é o relacionamento entre pessoas estranhas. São duas famílias diferentes, com comportamentos e culturas diferentes, com realidades totalmente distintas que são obrigadas a conviver por alguns dias na mesma casa.

Mesmo assim, eles conseguem ter muitos momentos íntimos, por exemplo, quando a Amanda e o George dançam ao som de uma vitrola e discos antigos. Essa é uma outra cena ambígua, em que você vê nascer uma amizade entre pessoas estranhas e uma intimidade gostosa, pura e inocente. 

Mas isso depende da sua mente, do que você tem aí na sua cabeça. Porque você também pode ver um flerte entre dois estranhos que são casados e estão prestes a trair os seus parceiros! 

Ou seja, o diretor do filme te deixa essa tarefa de interpretar com a sua visão do mundo as cenas do filme. Tudo depende de você! Da sua interpretação! Você vê amizade, inocência? Ou você vê traição?

Assim, o filme vai deixando sempre cenas abertas para que você mesmo pense e decida que história você quer tirar dali.

Os estranhos eventos

Sobre os eventos estranhos, a família vai para a praia no primeiro dia das tão sonhadas férias e um navio se aproxima e invade a areia. Pareceu algo simbólico para você? Note! Um navio petroleiro. O que te faz pensar? É uma guerra de petróleo, claro! Os árabes contra os americanos. Mas nada se confirma. Só pistas falsas.

Várias cenas dão indícios que está havendo falhas de comunicação, na internet, queda de energia elétrica, e diversos problemas relacionados à tecnologia, da qual todos somos dependentes e não podemos viver sem.

A TV não funciona. Eles vêem na TV um aviso sobre ataque cibernético no país. A Amanda recebe um alerta sobre ataque cibernético relacionado a hackers. O Clay também escuta no rádio que o ataque cibernético levou a um desastre ambiental, e esse desastre teve impacto na migração dos animais. Então, a filha do casal, que é bastante observadora, vê uns cervos se aproximando da casa e olhando para ela fixamente, como que pedindo ajuda. Ou querendo avançar nela, talvez. 

A cena dúbia, mais uma vez! O que você tem na sua mente? Eventos catastróficos, mas que podem ser consertados, com animais desorientados e pedindo ajuda? E seres humanos dispostos a melhorar o planeta e as condições desses animais? 

Ou você vê o fim do mundo, o fim da vida no planeta, com animais malucos atacando os humanos e destruindo tudo, como se fosse uma vingança divina, porque os humanos são maus e destroem o planeta? Entende? É o que você prefere enxergar! A cena é sempre aberta e você interpretou a partir das suas crenças!

O George vai à casa dos vizinhos Huxley e não encontra ninguém, mas na praia ele se depara com um avião destroçado e o piloto e os passageiros mortos. É uma cena terrível, mas também não parece ter relação com os outros eventos estranhos. O Clay se depara na estrada com um avião jogando panfletos onde está escrito “Morte à América”. Isso parece coisa de terrorista.

Enfim, sobre os eventos estranhos que não se combinam, os personagens não sabem o que está acontecendo e cada um vai para um lado e se depara com situações estranhas, mas que não são pistas boas do que realmente está acontecendo no mundo. 

Seria mesmo um ataque cibernético que estaria causando tanta confusão? Talvez uma bomba atômica? Um ataque terrorista? Mas quem atacou? E quem foi atacado? Há uma certa inconsistência nos estranhos eventos, que nos levam para pistas contraditórias. E provavelmente você, como espectador, teve dificuldade em acompanhar e entender tanta obscuridade, não teve? Eu e meu marido tivemos, paramos o filme diversas vezes para fazer elucubrações a respeito do que poderia ser! 

Aliás, a coisa mais legal de assistir filme nas plataformas de stream é que podemos parar o filme e conversar a respeito no momento de cada cena e ver um filme de duas horas como se fosse uma série, em vários dias (risos)

Por exemplo, supondo que as telecomunicações sejam cortadas, em um único dia, qual a probabilidade de animais como os cervos invadirem uma casa? Em um único dia de telecomunicações cortadas??? Muito difícil. Levaria pelo menos algumas semanas para os animais começarem a migrar assustados. 

Outro evento estranho. O filho do casal começa a perder todos os dentes! Aí você pensa: o que causou isso? Ficamos curiosos e estupefatos com esse fato maluco! Parece coisa de zumbi! Eu logo pensei: ah, filme de zumbi, não quero ver! Quase desisti do filme nessa hora. Mas eu resisti bravamente (risos).

Mas um pouco antes, o menino é picado por um bicho na floresta e você pensa: será que a picada deu uma reação nele a ponto de caírem todos os dentes? Logo depois, aconteceu um zumbido muito alto que ensurdeceu a todos. Talvez tenha sido o zumbido que fez os dentes caírem. Depois, eles acabam explicando que isso pode ter sido causado por ataques de radiação de microondas. 

Mas pelo que pesquisei, somente se a radiação for ionizante é que vai causar danos nas células, que não é o caso do aparelho de microondas que nós usamos na cozinha, que não é ionizante, portanto não causa danos às células, nem câncer. 

Mas, claro, tudo depende da sua interpretação! E no que você quer acreditar! Se você quer achar que a tecnologia é ruim e causa danos à saúde, é uma escolha! Você pode simplesmente não usar a tecnologia. Mas você também pode usar a própria tecnologia para se informar, para pesquisar e entender melhor sobre a radiação de microondas! Você também pode escolher isso!

A parte dos carros do Tesla formando um congestionamento é hilária! Fiquei em dúvida se foi um objetivo propagandístico ou se foi para mostrar o perigo de carros autônomos. Mas como sempre: o objetivo do diretor foi esse mesmo, deixar você, espectador, decidir por si mesmo!

O que podemos pensar sobre esses eventos? 

Muitos eventos estranhos que parecem inconsistentes entre si, que dificultam o entendimento do mistério apocalíptico. Mas isso parece proposital, é o mistério do filme. É para nos deixar encafifados com tantas coisas estranhas.

Parece ser esse mesmo o objetivo do diretor: nos manter presos no filme até o final! E o pior de tudo é que o final segue essa mesma linha de ambiguidade. É um final aberto, e você decide como interpretar!

O final sem fim

A cena final é a Rose chegando em um bunker todo equipado para o fim do mundo. Desde o início do filme, a Rose só está interessada em assistir ao capítulo final da série Friends. E então, nesse bunker é que ela finalmente vai conseguir o seu intento! Assistir o capítulo final de Friends em aparelho de DVD!

E aí o filme acaba! E a gente fica puto, porque não sabemos o que aconteceu realmente, não sabemos se eles sobreviveram ao apocalipse. A única coisa que sabemos foi que ela conseguiu assistir o Friends! 

Moral da História

Enfim, o filme parece ter dois objetivos: um deles é de mostrar a nossa dependência das tecnologias e como a falta dessas tecnologias poderia causar uma série de fenômenos desagradáveis e catastróficos. 

Por outro lado, também podemos pensar que as tecnologias são uma dependência necessária e que elas nos ajudam tanto que se tornaram essenciais, como se fossem parte de nós e somos quase como cyborgs! E que essas tecnologias são, na verdade, nossas aliadas e nos ajudam a manter tudo funcionando melhor para todos! 

E que muitas das melhorias que aconteceram no mundo nos últimos séculos foram por causa da tecnologia. Foram seres humanos que se dedicaram à invenções e descobertas sobre como a natureza funciona e que usaram isso a favor da vida dos seres humanos e dos seres vivos!

Um outro objetivo bem claro no filme é  questionar e refletir sobre os relacionamentos humanos, que é uma coisa que fica bem em evidência em situações catastróficas, como no caso do filme.

Vamos pensar que temos no mundo 2 tipos de pessoas. Aquelas que são mais individualistas, que têm o ego bem forte e pensam mais em si mesmas. E temos aquelas que são mais cooperativas, que mesmo tendo um ego, elas sentem mais empatia pelo outro e estão sempre dispostas a ajudar e a dividir. 

A pessoa mais individualista vai ter a tendência de fazer o que em uma situação catastrófica? Possivelmente, ela vai procurar se garantir, como fez o Clay deixando a mexicana na estrada; como fez aquele vizinho que recebeu o George e o Clay com uma arma e não queria ajudar com um remédio para o Archie. 

Já a pessoa mais solidária, o que vai fazer num caso desses? Vai aceitar os estranhos na casa, como fez o Clay; vai acabar dando o remédio, como fez o mesmo vizinho com a arma.

Observe que os mesmos personagens têm dentro de si um pouco de egoísmo e um pouco de altruísmo, de solidariedade. É uma sinuca de bico e o mesmo ser humano que ajuda em uma situação, pode ser egoísta em outra situação. O que vai pesar talvez sejam outros sentimentos envolvidos. É muito difícil julgar se a pessoa está fazendo o que é certo ou não. 

E você? O que faria na situação desses personagens em uma situação catastrófica? Você seria legal com as pessoas e ajudaria, dividindo os seus recursos com elas? Ou você seria egoísta e se esconderia e guardaria só para os seus familiares e as pessoas mais próximas?

Normalmente, quando estamos em tempos pacíficos e de uma certa abundância, como acontece hoje com a maioria das pessoas, nós somos mais altruístas, mais solidários! Porque nós temos o que dividir, não vai nos fazer falta, é fácil conseguir mais recursos. 

São muitas as oportunidades que todos têm! Até as pessoas mais simples que vivem de salário mínimo conseguem se manter razoavelmente, conseguem ter alguns pequenos luxos, como celular, comer em uma lanchonete, fazer um passeio, uma viagem. Hoje, justamente devido às tecnologias, é que todos, até os mais pobres, têm facilidades. Hoje, as pessoas mais simples de uma comunidade têm mais conforto que os reis e nobres dos séculos passados! Mesmo tendo mais de 8 bilhões de pessoas no mundo!

Mas quando nos vemos em uma situação de conflito, de guerra, de catástrofe, nós temos a tendência a deixar nossos instintos aflorarem, como se fôssemos animais selvagens. Toda a nossa bondade, nossa empatia, os bons sentimentos pelos outros podem desaparecer, mostrando que aquele nosso bom comportamento em sociedade era só uma fina camada de verniz!

E como uma pessoa pode demonstrar que evoluiu espiritualmente de fato? É justamente em situações extremas como essa do filme, em que não temos nenhum controle da situação, em que a escassez é enorme e certeira e precisamos manter nosso espírito como comandante da nossa vida e não nossos instintos mais selvagens.

Reflexões sobre o filme

Então, um bom exercício que podemos fazer nesse filme é observar o que nós pensamos em fazer em cada situação que esses personagens passaram. Se você estivesse no lugar de cada um desses personagens, o que você faria?

Eu te convido até a assistir de novo o filme e observar suas reações e como você imagina que se comportaria na situação de cada personagem. E isso vai te mostrar um pouco quem realmente você é no sentido do egoísmo e do altruísmo. Você vai se observar e perceber o quanto você consegue vencer o egoísmo, o quanto você consegue se colocar no lugar do outro e ser parcimonioso, ao mesmo tempo, preservando sua vida, sem prejudicar as outras vidas.

Eu também te convido a observar o seu modo de pensar sobre o desfecho de cada uma dessas cenas abertas. Será que você conseguiu ver as coisas positivas da tecnologia? O quanto de benefícios elas nos trouxeram? Ou você só consegue ver os malefícios da tecnologia e que seria muito melhor voltarmos para a Idade Média, porque a vida era muito melhor naquele tempo? 

Será que você consegue ver o renascimento da humanidade na atitude da Rose querendo ver o final de uma série que fala sobre amizade, amor e alegria? Ou você prefere ver que as novas tecnologias são uma desgraça? E que elas estão acabando com a humanidade? E que devemos voltar para o tempo do videocassete, porque isso é que vai nos restar quando tudo for destruído pela inteligência artificial e pelos ataques cibernéticos?

A lição

Então, o maior ensinamento desse filme, para mim, é que nós temos escolha quando olhamos para os fatos da vida! E que nós podemos olhar para os acontecimentos, sejam eles normais do nosso dia a dia, sejam eles catastróficos e medonhos com uma interpretação positiva. 

E que nós podemos olhar para as pessoas como irmãos e amigos, mesmo diante da escassez, da dificuldade e do medo. E que a interpretação que nós temos do mundo e das coisas que acontecem é que nos faz ver o apocalipse como profecias de tragédias para punir os seres humanos pela sua maldade ou como uma revelação cheia de promessas para premiar os seres humanos pela sua evolução, pela sua bondade e pela sua união.

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