Vendas Motivacional: Como ter motivação para vender?

Vendas Motivacional: Como ter motivação para vender?

vendas ©Alfarrábios da Alma, 2024
Sumário

Hoje nós vamos falar sobre o medo das vendas e sobre como superar esse medo e até sobre como superar o preconceito que existe em relação aos vendedores, como se fosse uma profissão do mal. E vamos fazer isso entendendo a importância da profissão de vendas e do comércio para a evolução da humanidade.

A personagem

Vamos analisar a história da personagem de um filme que trabalha com publicidade e vendas, que não gosta do que faz. Aliás, não só ela não gosta de vender para as pessoas, como também ela odeia as pessoas. Deve ser por isso que ela não gosta de vender! 

Se essa personagem gostasse das pessoas, ela talvez percebesse que o mundo funciona por meio das trocas voluntárias. E talvez percebesse também que as vendas são uma forma de troca voluntária entre pessoas. Logo, quando você vende algo, alguém do outro lado está comprando algo, portanto, todos saem ganhando! Não é fantástico?

Nossa personagem escolhida para falar sobre superação do medo de vender é a Amanda, do filme “O mundo depois de nós”, interpretada por Julia Roberts.

Quem é Amanda?

Amanda é uma mulher um tanto estranha, que trabalha com publicidade e vendas e usa a tecnologia com muita propriedade. E ela parece não gostar muito de gente. Ela chega a dizer que odeia as pessoas. 

Em dado momento, ela diz que o fato de trabalhar com marketing e vendas e empurrar produtos para pessoas que não querem comprar a incomodava. O que é um comentário um tanto estranho, já que as pessoas só compram o que realmente querem. 

As Trocas Voluntárias

Mesmo quando uma pessoa compra por impulso, e não por necessidade, ela está comprando o que quer. E a compra e venda de coisas é uma evolução do ser humano em relação aos animais, afinal é uma relação de troca voluntária, em que ambas as pessoas ganham algo. 

Olha que lindo esse conceito de comprar e vender! Trocas voluntárias entre as pessoas, na qual ambas saem ganhando. Se olharmos os animais, eles simplesmente roubam uns dos outros e acham isso tranquilo. Nós conseguimos transcender o instinto nesse sentido! 

A pessoa pode estar comprando por razões emocionais, por razões mentais, mas ela sempre está comprando algo que ela quer, direta ou indiretamente. E está dando algo em troca que a outra pessoa pode usar de novo para trocar por outra coisa! Extremamente eficiente!

O Profissional Infeliz

Seja como for, a Amanda não se sente feliz sendo uma vendedora que empurra, de certa forma, o que as pessoas não querem. E parece que foi isso que o autor quis passar com a personagem. Me pareceu que a Amanda é uma pessoa amarga que se deu bem profissionalmente, que ganha um bom dinheiro, mas que não se sente feliz com o trabalho que faz. E isso a tornou amarga.

Eu já passei por isso, ter trabalho invejável em que sou muito bem sucedida, mas infeliz, querendo fazer algo diferente. Se você quiser saber mais sobre a minha história, você pode adquirir minha autobiografia Iniciação espiritual: um caminho para a iluminação.

A Maquiagem Perfeita

Um comentário à parte sobre a Julia Roberts, pessoal: eu quase não a reconheci! Eu sempre achei a Julia uma mulher lindíssima e charmosíssima, mas por alguma razão, nesse filme, ela não estava no seu melhor momento. Era como se fosse outra pessoa e não a Julia Roberts. 

Talvez a maquiagem tenha sido proposital, para que ela parecesse uma pessoa meio malvada e mal humorada, então eu não consegui enxergar mais aquela beleza da Pretty Woman, de “Uma Linda Mulher”, contracenando com o Richard Gere.

Aliás, a maquiagem é sempre uma coisa fascinante que transforma os personagens completamente! Eu acho isso fantástico, uma arte mesmo, quando um maquiador consegue chegar nesse nível de transformar os humores  de uma pessoa só com a maquiagem!

Mas observem uma curiosidade: Julia Roberts vai à praia de camisa de manga comprida. E passa o filme todo de manga comprida e roupas estranhas para uma mulher que trabalha com marketing e vendas. É algo bem incoerente com uma pessoa tão bem sucedida, não? E tão linda quanto a Julia Roberts! Provavelmente, essas roupas e a maquiagem tem a ver com essa insatisfação que a Amanda tem com a própria vida!

A Lição da Amanda

Mas o que nós podemos aprender sobre o comportamento da Amanda?

A amargura dela parece diretamente proporcional à sua escolha profissional, que provavelmente estava relacionada a dinheiro. Ou seja, ela escolheu trabalhar com marketing e vendas porque ia ganhar mais com isso e não porque ela queria ser isso! Não porque ela fosse uma vendedora nata que sente prazer em oferecer às pessoas aquilo que elas realmente precisam.

O Profissional de Vendas

A profissão de vendas é muito mal vista, como se fosse um sacrilégio a pessoa oferecer algo que um cliente queira em troca de dinheiro. Existe um estigma na profissão de vendas que parece tornar todo vendedor um Fausto de Goethe, ou seja, alguém que vendeu a alma para o diabo por dinheiro. 

Mas será que é realmente assim? Vamos pegar uma profissão santa como a de um sacerdote de qualquer religião. Será que ele também não está vendendo o seu peixe para os fiéis quando ele pede o dízimo e diz que Deus vai ajudar quem colaborar? E será que tem algum mau nisso? Nesse mundo de César, dai a César o que é de César e dai a Deus o que é de Deus. Estas são as regras da bíblia sagrada, do Bhagavad Gita e todos os livros sagrados.

Vamos pegar uma outra profissão qualquer. Um músico? Um médico? Um açougueiro? Um advogado? Um juiz? Um operário? 

Todo Profissional é um Vendedor

Me diga você: qual é o profissional que não trabalha pelo dinheiro? Só os voluntários não trabalham por dinheiro. Mas mesmo o voluntário está ganhando algo quando se doa. Pode ser a alegria de doar. Pode ser o orgulho de ser uma pessoa generosa. Mas aqui nesse mundo de dualidade, sempre ganhamos algo em troca. 

Então, direta ou indiretamente, todo profissional está vendendo alguma coisa, todo profissional é um vendedor, não? E qual é o mal em receber dinheiro em troca do trabalho? E que diferença faz a pessoa trabalhar por dinheiro ou por outras razões?

No meu entendimento, a diferença é o seu propósito com a sua profissão. Ou seja: você trabalha só pelo dinheiro? Ou você trabalha porque você gosta do seu trabalho e se sente útil e o dinheiro é apenas uma consequência do que você faz com maestria?

O Vendedor Feliz

Pensando em um sentido espiritual, o estado de espírito ou a intenção de uma pessoa é o que faz a diferença nas suas atitudes. Porque o universo é mental. Tudo é construído pela mente universal. Quando você usa o seu livre arbítrio e, portanto, o seu trabalho, em prol da mente universal, você se harmoniza com o Todo. 

Como você pode fazer isso por meio da sua profissão? Amando o que você faz! Fazendo seu trabalho como se ele fosse algo muito precioso que vai beneficiar o todo. O trabalho deve ser algo em prol da totalidade. Mas se você faz seu trabalho só pelo dinheiro, só pela sobrevivência, isso torna seu trabalho algo menor e efêmero. 

Se a Amanda amasse o que ela faz, fosse o que fosse, ela podia ser uma gari, podia ser uma coveira que enterra os mortos, ela se sentiria grata e essencial e útil a sociedade! 

Todo trabalho pode ser útil e nobre para a harmonização do todo. Mesmo o trabalho mais simples! Inclusive o trabalho de marketing e de vendas!

Mas o que é o Marketing?

O marketing ou a publicidade nada mais são do que ferramentas para você mostrar às pessoas que existe um produto ou um serviço que merece a atenção delas. E que pode ser útil para elas. Se você atingir esse propósito, você está ajudando as pessoas que precisam de um produto, de um lado, e ajudando as pessoas que têm aquele produto, do outro lado. 

Quando é que o marketing pode se tornar mal? Quando ele mente sobre aquele produto ou serviço! Mas se for a verdade, se o produto tem alguma utilidade para alguém, seja física, emocional ou mental ou espiritual, porque não divulgar e permitir que todos saibam que aquilo existe e que pode facilitar a vida das pessoas? 

Sua Perspectiva

Enfim, tudo é uma questão de perspectiva. Como você vê o dinheiro, como você vê as vendas, os vendedores, o marketing, o seu trabalho. É a forma como você pensa sobre essas coisas e não essas coisas em si que são o problema! Ou seja, crenças limitantes! Lembrando que temos uma série completa sobre crenças limitantes com 10 episódios aqui no canal.

Se você tiver a perspectiva correta sobre cada coisa beneficiando o todo, todas as coisas, todos os trabalhos, todas as profissões, todos os vendedores e todo o dinheiro podem ser santos. 

A Perspectiva do Monge

Mas, seja como for, o verdadeiro problema da Amanda parece ser que ela não se encontrou na profissão, o que a tornou amarga e chata. Ou que ela pensa mal de sua própria profissão. Se ela fosse um mestre budista, o que ela pensaria provavelmente? Que Deus a colocou ali para alinhar as malhas do universo. Que Deus a colocou no marketing para oferecer produtos que as pessoas estão precisando, então ela faria o seu trabalho de marketing muito feliz, se sentindo realmente útil para o todo!

Mas ela não se sente assim. Então, como ela poderia mudar isso? Provavelmente, escolhendo outra coisa e mudando de profissão. Mas ela não fez isso e por isso se sente tão frustrada.

Bendito Comércio

Agora, vamos pensar no comércio como uma forma de trocas voluntárias entre pessoas e grupos. O comércio acontece tanto no nível micro, que é a troca voluntária entre indivíduos de um produto ou serviço por uma quantidade de moedas, até o nível macro, por exemplo, a importação e exportação entre países, entre grandes empresas e assim por diante.

Se nós ainda fôssemos selvagens, o que nós faríamos? Provavelmente iríamos roubar os produtos dos outros, como fazem os animais. São poucos os animais que têm a noção de dividir, de cooperar. Mas nossa evolução nos permitiu ir muito além, nos dando a noção de cooperar uns com os outros de uma forma justa. E o dinheiro surgiu exatamente com essa finalidade. Ao invés de se fazer o escambo, trocando um produto por outro, que eu nem sempre tenho interesse, eu troco o produto por algo escasso, como um metal, que pode ser ouro ou prata e troco esse metal por algum outro produto que eu queira. Vejam que ideia fantástica e que evolução da humanidade que ocorreu com o surgimento do comércio. 

Além disso, o comércio também diminui as guerras, porque ao invés de guerrear para conquistar o território de um outro povo que vive em uma região e já tem a expertise para produzir determinados produtos daquela região, o governante pode simplesmente comprar os produtos e vender os seus. Assim, não há guerras e ambos acumulam riquezas com as compras e vendas.

Também a escravidao deixa de ser interessante quando se percebe que o escravo pode ter um salário e ser um consumidor dos produtos e se sustentando, gerando riqueza para todos os envolvidos. 

Seja um Vendedor do Bem

Esses poucos argumentos já mostram o quanto as vendas e o comércio são importantes para a evolução da humanidade! Com isso, se você tinha algum preconceito em relação à profissão de vendedor ou tinha medo ou vergonha de ser um vendedor, principalmente, por acreditar que isso iria contra a justiça e a ordem divina, você pode ficar tranquilo, porque as vendas e o comércio são coisas abençoadas! Desde que sejam justas, no sentido de que ambas as partes saem ganhando, é isso que a Existência quer de nós! 

Sempre que você faz negócios em que ambas as partes saem ganhando e ninguém sai perdendo, você está indo na direção do amor e da justiça divinas!

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