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Cuidado com os seus pensamentos, eles se tornam palavras
Cuidado com as suas palavras, elas se tornam ações
Cuidado com as suas ações, eles se tornam hábitos
Cuidado com os seus hábitos, eles se tornam seu caráter
Frank Outlaw
Você tem alguma ideia do que são crenças limitantes? Será que são religiões que limitam? Ou será uma espécie de culto sagrado que limita as pessoas que frequentam? Será que é uma crendice popular ou alguma superstição? Ou será que é algo em que acreditamos e que nos impede de obter resultados? Ou algo que nos impede de atingir nossas metas? Supondo que seja isso, será que nós conseguimos nos livrar dessas crenças limitantes? Quem sabe com um galho de arruda ou com uma mandinga forte? Será que tem alguma solução mágica para eliminar isso?
Então, eu vou apresentar aqui para você um guia completo sobre as crenças limitantes: o que elas são, como elas se formam em nós, quais as fontes dessas crenças limitantes e, por fim, vou te mostrar 3 passos para transformar as suas crenças limitantes, de modo que você possa viver de acordo com os seus valores, os seus princípios, mas sem conflito com as pessoas, e que você possa realizar os seus sonhos e atingir as metas e objetivos que você deseja, sem a interferência dessas crenças limitantes.
Para começar, vou contar para você a história de uma mulher dos seus 20 e poucos anos, chamada Chatita, que quer muito se casar. Desde menina, os pais da Chatita eram muito protetores e gostavam de cercá-la com cuidados e mimos. A Chatita vivia praticamente em uma bolha. Por causa dessa proteção, a Chatita recebia tudo que precisava, das coisas mais simples às mais sofisticadas: alimentos, roupas, higiene, educação, cursos, além de presentes, festas e todo tipo de agrados para deixar a Chatita feliz. Tudo que uma criança queria, a Chatita tinha na mão, sem nunca sentir falta de nada. Seus pais se desdobravam para suprir e agradar a menina.
Na escola, a Chatita começou a ter algumas dificuldades, porque os professores não conseguiam dar conta de oferecer a ela tudo que os pais ofereciam. E os coleguinhas da Chatita não a tratavam muito bem, porque ela não tinha iniciativa e era pouco participativa, sempre arrumando encrenca com os colegas.
Por ela ter sempre tudo à mão, ela não conseguia se adaptar bem com as brincadeiras das outras crianças, que pareciam brutas para ela, já que ela não ganhava sempre, não é? Se ela era contrariada de alguma forma, ela se irritava e chorava muito, de modo que ela foi ficando cada vez mais isolada das outras crianças. E assim, ela não conseguia nem se defender, nem interagir com ninguém, mas seus pais sempre a consolavam e a compensavam com presentes e mimos.
A Chatita cresceu e se tornou uma pessoa muito melindrosa, com dificuldades de se relacionar com as outras pessoas, não conseguia se sair bem nos estudos, nem no trabalho. Quanto mais os pais viam as dificuldades da Chatita, mais eles a protegiam, para que ela não sofresse. E assim a Chatita nunca teve forças para reagir e acabou se tornando uma pessoa problemática, cheia de transtornos emocionais.
Agora, observe bem essa história. O que você vê? Vamos analisar um pouco a história da Chatita: uma mulher que foi criada por pais superprotetores e que sempre teve tudo que queria, sem precisar fazer nenhum esforço. Como ela vai se desenvolver? Possivelmente, ao se deparar com o mundo lá fora, ela vai se chocar e ter dificuldades, porque não aprendeu a se defender, a se proteger, a conquistar o que deseja, porque sempre teve tudo isso, sem nenhum esforço.
E assim se formaram as crenças limitantes da Chatita, que vão fazer com que ela aja no mundo com base nisso tudo que ela aprendeu. E agora que ela cresceu e quer muito se casar, é possível que ela tenha dificuldades em conquistar um parceiro, porque talvez seja difícil encontrar um homem que faça tudo que os pais dela costumavam fazer por ela.
E a Chatita começa a ter problemas repetitivos, que ela não consegue resolver. Por que ela sempre tenta conquistar algum rapaz que ela acha interessante, e até consegue temporariamente, mas aos poucos, o rapaz perde o interesse por ela. E aquela cena se repete à exaustão. Os anos vão passando e a Chatita não consegue namorar firme com ninguém.

Figura 01: Os problemas repetitivos causados pelas crenças limitantes
E por que isso acontece? Por que a Chatita sempre vive a mesma cena de horror, com os mesmos personagens e o mesmo resultado devastador? É devido às suas crenças sobre si mesma e sobre a vida, que se tornaram limitantes!
Mas, o que são essas crenças limitantes? É um termo composto por duas palavras importantes. Para sermos mais didáticos, vamos primeiro conversar sobre o que é crença. E depois sobre o que é limitante. E então podemos formar um conceito desse termo composto, mais bem definido, a partir de suas palavras de base.
O que são Crenças?
A crença pode ser algo em que você acredita, e também pode ser algo em que você tem fé. E acreditar e ter fé são a mesma coisa? Talvez, mas pode haver uma sutil diferença: “acreditar” em algo pode ser definido como dar crédito, dar valor ou confirmar que aquilo existe. Quando você diz “eu acredito em você” pode significar que você está me dando crédito e que tem confiança na minha pessoa.
Quando você diz que acredita em um candidato, é porque você confia nele, no sentido de ter um valor para você. Algumas características do candidato levam você a confiar nele. Porque ele tem ideias semelhantes às suas, porque ele tem muita experiência política, ou tem muito jogo de cintura, seja o que for, mas tem algo nele que faz você acreditar.
No entanto, quando você diz que acredita em Papai Noel, você está dizendo algo um pouco diferente, não necessariamente que você acredita que existe um velhinho, que mora no Polo Norte e que vem todo Natal colocar os presentes no seu pé de meia na janela.
Você está dizendo algo mais abstrato, mais relacionado a um sentimento de que você se identifica com a magia do Natal, com o simbolismo dos presentes, da reunião em família. Então o Papai Noel tem uma representação simbólica para você, que seria o “espírito do Natal”. Essa seria a crença como fé.
A crença como fé parece ser a definição mais próxima do significado original de crença, que vem do latim credĕre, que, por sua vez, vem do indo-europeu kerd-, que significa coração, dhē-, que significa colocar; e o sufixo -ência do latim -entia, como em “consciência”, que é qualidade do que é consciente, ou como em “ausência, que é a qualidade do que está ausente e assim por diante. Então, esse final “ença” vem de “entia”, que é um sufixo para substantivar a palavra e torná-la uma qualidade. Assim, podemos definir a palavra crença, literalmente, como “qualidade do que é colocado no coração, do que está no coração” (Faria 1962, 259, Wiktionary 2023, Online Etymology Dictionary 2018).

Figura 02: Etimologia da palavra “crença”. Fonte: Faria 1962, 259, Wiktionary 2023, Online Etymology Dictionary 2018
Ou seja, quando cremos, é como se colocássemos aquela coisa em que acreditamos dentro do nosso coração, tornando aquilo inerente a nós. E passamos a agir com base naquela crença.
Então, podemos dizer que a crença, no sentido de acreditar, de dar crédito, está mais ligada à veracidade de uma coisa que pode ser confirmada. Mas quando falamos em crença no sentido de ter fé, estamos falando em algo mais profundo, que não tem a ver com a qualidade da coisa que se acredita e sim com aquilo que a coisa representa para nós! Ou seja, está mais ligada ao simbolismo do que propriamente à coisa em si.
Crença como dar crédito e Crença como ter fé
Como vimos, existe uma sutil, mas importante diferença entre o significado de crença como “dar crédito” e o significado de crença como “ter fé”. Vamos esclarecer isso com um exemplo:
EXEMPLO: Você acredita na sua mãe, porque ela é uma pessoa que você admira, porque ela é muito correta em tudo que faz, procura ser justa e generosa com todos e sempre ajuda as pessoas quando precisam. É uma crença que você tem sobre a pessoa “sua mãe”. E não tem a ver com você, tem a ver com ela, com as características dela como pessoa, o modo como ela age e se comporta no mundo, com as pessoas e com você.
Mas há um outro tipo de crença que você pode ter sobre sua mãe que não diz respeito ao que ela é, às suas características, e sim algo que você sente sobre ela, que diz respeito a você.
Por exemplo, você sente que sua mãe privilegia seu irmão e deixa você de lado. Então, sua crença é: “minha mãe não gosta de mim, estou sempre em segundo lugar”. Ou o contrário: que ela dá todo privilégio a você e, para o seu irmão, ela nem liga. Então sua crença é: “minha mãe só gosta de mim. Estou sempre em primeiro lugar”.
Percebe a diferença? No primeiro caso, você está considerando sua mãe como uma pessoa independente de você e dos seus sentimentos, você está considerando sua mãe por ela mesma. No segundo caso, você está considerando sua mãe como alguém que está interferindo diretamente nos seus sentimentos, então tem tudo a ver com você. No primeiro exemplo, tem a ver com as características da sua mãe; no segundo exemplo, tem a ver com você e como a sua mãe interfere na sua vida.
Ou seja, há crenças que são sobre os outros seres ou sobre coisas e situações e não interferem diretamente em nossos sentimentos e emoções. São crenças mais objetivas, mais ligadas ao objeto, que tem a ver com a crença como “dar crédito”. E está tudo bem, você ter essas crenças, porque elas vão te ajudar a viver em sociedade, a resolver as questões práticas da vida.
Mas há crenças que mexem diretamente com a gente, que mexem com o nosso coração, que tem a ver com a crença como “ter fé”. E são essas que formam a nossa personalidade, o nosso modo de ser no mundo. Essas são as crenças subjetivas, porque elas mexem com o sujeito, que é você!

Figura 03 – Diferença entre crença como dar crédito e crença como ter fé, quanto ao foco.
Então, as crenças são a forma de você absorver do meio externo tudo aquilo que move o seu coração. E, até certo ponto, isso é saudável, porque precisamos entender como o mundo funciona, criar raízes para viver nesse mundo. E precisamos descobrir coisas que nos impulsionem no mundo, que mexam com o nosso coração, para dar um rumo na nossa vida, senão vai ser difícil reagirmos e seguirmos em frente e vamos ficar parados no mesmo lugar.
O problema é que muitas vezes não analisamos o que estamos absorvendo do mundo, aceitamos aquilo como se fosse a coisa certa e verdadeira. Porque só temos contato com aquela realidade, com aquelas pessoas e aqueles ambientes. E se por acaso duvidamos, normalmente, a rebeldia e o questionamento são indesejados e até punidos, de modo que acabamos nos conformando e deixando seguir a correnteza da avalanche de crenças que vem dos outros. E isso acaba gerando algumas crenças limitantes, que nos impedem ou dificultam a nossa jornada.
Então, você precisa rever as suas crenças limitantes, identificar as que são limitantes e se libertar delas ou ajustar de forma que elas coincidam ou fiquem mais próximas do seu jeito de ser, da sua alma. Assim você vai poder viver no mundo interior e no mundo exterior com equilíbrio e harmonia. No caminho do meio.
O que é limitante?
Agora vamos entender um pouco mais sobre a palavra limitante. O que é limitante? A própria palavra já traz em si o seu significado. Limitante é algo que impõe limites. É uma divisa, uma fronteira ou uma barreira. É algo que não permite que você ultrapasse ou que você siga adiante.

Figura 04 – Os limites que impomos uns aos outros.
O limite pode ser algo bom para as pessoas, especialmente quando elas são crianças ou adolescentes. Os limites fazem parte da disciplina, da educação, do respeito, do convívio em sociedade. Mas, eventualmente, podem ser algo ruim, quando impedem a pessoa de atingir um objetivo, de ir além de suas capacidades, de progredir, de se projetar.
EXEMPLO: Quando seus pais dizem para você não chegar em casa depois das 10h da noite, é um fator limitante que eles estão impondo a você. Isso pode ser bom ou ruim. Bom, do ponto de vista deles, porque estão garantindo sua segurança, seu bem estar, que você tenha disciplina, que durma cedo e não fique incomodando na casa dos outros ou em festas e baladas. Mas pode ser ruim, do seu ponto de vista, porque você preferia ficar mais tempo com seus amigos ou com a sua namorada e acha que a noite é uma criança e poderia aproveitar mais a vida.
Nesse caso, alguém está impondo limites a você e isso é bom para quem impõe os limites e ruim para quem está sendo limitado.
Um outro exemplo: quando sua namorada diz que não aceita que você saia com outras meninas, ela está limitando você. Pode ser bom do ponto de vista dela.
Mas pode ser ruim do seu ponto de vista, não é? Ou você pode concordar com ela, desde que ela não saia com outros garotos também. Aí parece até mais justo, os dois se impondo limites um ao outro.
Outro exemplo: quando você participa de uma competição ou de um concurso e precisa seguir as regras para ganhar o jogo, essas regras estão limitando você. Isso pode ser ruim, porque seria mais fácil para você, se tivesse menos regras. Mas também seria mais fácil para os outros competidores. Nesse caso, o limite se torna um critério de desempate da competição, ou seja, aquele que for capaz de cumprir bem as regras, será beneficiado e poderá vencer. Então, nesse caso, o limite parece bom.
Então, há muitas situações na vida que nos impõem limites. Mas você também impõe seus limites aos outros, certo?
EXEMPLOS:
- Quando você é criança, em algum momento lá pelos seus 2 ou 3 anos, você começa a dizer “não”, começa a impor os seus limites.
- Quando você é adolescente, decide não contar certas coisas para seus pais, pois sabe que eles vão brigar com você.
- Quando você se torna adulta e se casa, você diz para o seu marido que não aceita que ele vá à academia sozinho, sem você.
- Quando você diz para sua esposa que todo domingo, você vai jogar futebol com os seus amigos. Nesses casos, é você impondo os limites aos outros.
- Quando você se torna mais madura(o), você se determina a seguir uma dieta rígida para emagrecer e ficar lindona.
- Ou você decide estudar nos horários livres para passar em um concurso e fazer cursos para melhorar sua carreira. Nesses casos, é você impondo os limites a si mesmo.
- Quando seu patrão diz que seu horário é das 8h às 18h, ele está limitando você. Isso pode ser ruim, porque você tem que chegar cedo e bater o ponto. Mas pode ser bom, porque você pode sair no horário, não tem que fazer horas extras e pode planejar outros aspectos da sua vida, não se dedicar exclusivamente ao trabalho o tempo todo.
Enfim, o limite pode ser imposto por você a si mesmo, por você aos outros e pode ser imposto pelos outros a você, e isso pode ser bom ou ruim, dependendo do ponto de vista. Tudo depende do resultado que está tendo e para quem. Nos exemplos que usamos, você pode perceber que, algumas vezes, você é limitado e isso é ruim para você. Outras vezes, você é quem limita e isso é ruim para o outro. E outras vezes ainda, você é limitado pelo outro, mas isso é bom para você. E outras vezes, você mesmo se limita e isso é muito bom para você! Então, como tudo na vida, em um mundo dual, o limite pode ser algo positivo ou negativo.
Mas, no caso das crenças limitantes, a junção dessas duas palavras é quase sempre usada em um sentido negativo, em que a crença está cerceando ou bloqueando você. Mesmo que algum dia ela tenha sido boa para você. Atualmente, não é mais.

Figura 05 – As crenças limitantes que nos impõe limites.
O que é a crença limitante?
Então, o que seria a crença limitante? É uma crença em algo que limita, de alguma forma, a pessoa que tem a crença. Essa crença pode ser relativa a acreditar, a dar crédito a alguma coisa ou a alguém. E pode ser relativa a ter fé em algo ou alguém, ou seja, a pessoa colocou o coração em algo que não está fazendo bem para ela.
A crença limitante impede a pessoa de ir além de um certo limite, que ela poderia e deveria ultrapassar, se a crença não estivesse ali impedindo. E, por isso a crença limitante, é considerada algo prejudicial à pessoa. Normalmente, as crenças limitantes estão mais relacionadas a ter fé em algo ou alguém, porque a crença de dar crédito tem mais a ver com as coisas práticas e materiais.
Nesse caso, vamos definir a crença limitante da seguinte forma:
Crenças limitantes são aquelas ideias que a pessoa adota como suas e que movem o seu coração, porque lhe parecem ser a coisa certa a pensar e sentir; mas em algum momento, essas crenças passam a limitar sua capacidade de agir e de prosseguir em determinados aspectos da vida, provocando paralisias e retrocessos e, por isso, precisam ser avaliadas e modificadas, para que a pessoa extrapole essas limitações.
Agora, vamos voltar ao exemplo da Chatita e tentar entender quais são as crenças limitantes que estão atrapalhando a vida dela?
A Chatita se torna adulta, se apaixona por um rapaz e quer muito namorar e se casar com ele. Ela é muito bonita, mas o rapaz não se interessa por ela, devido ao modo como ela se comporta. Ela leva um fora e fica frustrada. Então, ela se apaixona por outro e por outro e por outro. E nunca consegue namorar por muito tempo com nenhum deles. Só então a Chatita vai perceber que tem algo errado com ela.
Assim, a Chatita assiste a essa série sobre crenças limitantes aqui no Alfarrábios e faz uma auto análise. E ela chega à conclusão, muito sincera, de quais são as crenças limitantes sobre si mesma, sobre a vida e o mundo:
- Para ser amada, eu não preciso fazer nada
- Para ter recompensas, eu não preciso me esforçar
- Se meus pais fazem tudo por mim, todos devem fazer tudo por mim
- As pessoas existem para me servir
- Eu preciso ser protegida
- Não sou capaz de fazer nada por mim mesma
- O sofrimento é insuportável, eu não vou aguentar
- Meus pais sempre vão me proteger
- Alguém sempre vai me proteger
No entanto, será que o fato de a Chatita ser tão protegida e tão amada pelos seus pais indica que ela se sinta amada e protegida realmente? E que ela ame e respeite a si mesma? É bem provável que não, pois, se ela já recebe tanto amor dos pais e sem reciprocidade, por que ela precisaria amar a si mesma? Os pais já fazem isso por ela, muito além do necessário. E tudo fica muito confortável quando estamos no seio da nossa família.
O problema é quando saímos para viver no mundo, quando não temos mais os nossos pais e familiares para nos proteger. Então, a Chatita não aprendeu a amar a si mesma e as crenças dela são sempre uma expectativa de que o outro vai amar ela incondicionalmente. Ela aprendeu que só está ali como um bebezinho, para receber o amor. E por isso, é bem provável que a Chatita vai ter muitas dificuldades com as pessoas lá fora. E isso vai se refletir no interior dela e fazer ela sofrer.
Assim, a Chatita fica muito triste por perceber suas crenças limitantes, mas agora ela tem um motivo para lutar e para combater essas crenças!
Porque ela quer muito ter um parceiro legal! Por muito tempo, essas crenças da Chatita sobre a vida não limitavam ela de forma alguma, pois ela não tinha um sonho ou objetivo, não tinha nada pelo que lutar.
Mas agora, por algo que ela não consegue conquistar, ela sente essas limitações. Por isso, a Chatita quer entender mais sobre como ela adquiriu essas crenças e como ela pode se livrar delas.
Então, vamos entender mais a fundo as origens ou fontes das nossas crenças.
Existem Crenças Fortalecedoras?
Como já dissemos anteriormente, não temos apenas crenças limitantes, temos também crenças potencializantes ou fortalecedoras. Essas são as que nos ajudam a seguir um caminho de sucesso, de amor, de expansão da consciência, de plenitude.
A crença fortalecedora é aquela que mexe com o nosso coração e nos faz agir em prol de algum objetivo. É aquela que nos faz ter garra para enfrentar os desafios. Esse tipo de crença pode também ser chamada de paixão, no sentido que nos dá um norte, nos faz seguir sem titubear em direção a algo que queremos com muita intensidade.
Você já deve ter ouvido falar em Tony Robbins. Ele é um coaching de programação neurolinguística (PNL) e escritor de muito sucesso, que escreveu um livro chamado “O Poder sem Limites” (Robbins, 2017). Segundo Robbins, as nossas crenças sobre nós mesmos determinam o que nós somos.

Livro “O poder sem limites”, de Tony Robbins
Se nós acreditamos em coisas positivas, vamos ter uma vida positiva, vamos manter o nosso foco nas coisas que nos fazem progredir. Ao contrário, se estamos sempre envolvidos com coisas negativas e acreditando que tudo vai dar errado, é mais disso que nós teremos.
As crenças potencializantes são os guias que nos levam em direção às nossas metas e nos fazem acreditar que vamos chegar ao destino que escolhemos. Segundo Robbins, sem as crenças, as pessoas podem se sentir fracas, como um barco a motor sem motor ou leme. Com crenças fortes, a pessoa tem o poder de agir e de criar o mundo onde ela quer viver.

Figura 06: Crenças Fortalecedoras.
Mas pode acontecer de uma crença que era inicialmente fortalecedora, em algum momento, se tornar limitante. Se isso acontece, temos que ser capazes de mudar os rumos do nosso barco, de dar a volta por cima, de fazer a transformação necessária para eliminar a crença que um dia nos fortaleceu e agora nos enfraquece, e construir novas crenças que nos fortaleçam.
Robbins diz que a história da humanidade é a história da crença humana. Pessoas como Cristo, Maomé, Copérnico, Colombo, Edison e Einstein mudaram a história usando as crenças como fundamento de seu modo de pensar. Foram pessoas que acreditaram em um sonho e se dedicaram totalmente a esse sonho, pois tinham alguma crença fortalecedora que os impulsionava para a ação, e para o cumprimento de uma missão de vida.
Outra coisa interessante que Robbins fala em seu livro baseia-se na modelagem comportamental. Ele diz que nós podemos chegar à excelência, observando e modelando aquelas pessoas que atingiram a excelência, tendo essas pessoas como exemplos para nossos próprios comportamentos. E se mudarmos o nosso comportamento negativo em busca da excelência, vamos transformar as nossas crenças a partir do nosso novo comportamento.
Sua crença está totalmente integrada à sua vontade. Se você acredita no sucesso e é perseverante nas suas ações e metas, você vai ficar forte até conquistar o sucesso em seus empreendimentos. Se acredita em fracasso, e suas atitudes são dúbias, instáveis ou mesmo indolentes, você vai fazer de tudo para provar a si mesmo que é um fracasso. O segredo é analisar bem as crenças que você escolhe, usando aquelas que te impulsionam e descartando aquelas que te limitam.
Parabéns por ter chegado até aqui — você já deu um grande passo na sua transformação!
Sua alma está mais forte e pronta para o próximo nível de liberdade.
Continue essa jornada poderosa: Práticas e Vivências (Aula 1)
Créditos
Música
Lotus Pond – Aakash Gandhi.mp3. Biblioteca de Música do Youtube
Referências
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